Embora a origem do jogo no Brasil esteja ligada à chegada dos imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, segundo alguns historiadores, ainda há muitas incertezas sobre como o esporte espalhou-se pelo país. Acredita-se que os responsáveis pela popularização da prática sejam os viajantes e desbravadores do nosso país, principalmente em virtude da corrida pelo ouro em Minas Gerais, onde o esporte tornou-se popular inicialmente, a qual foi responsável por uma grande movimentação de pessoas pelo país.
Segundo historiadores, as regras oficiais do truco foram definidas em 1983, após a realização de uma pesquisa com truqueiros de todo o país. Desde então, o jogo se tornou parte da cultura brasileira, sendo associado geralmente ao estilo de vida nas Universidades.
O Truco Paulista é exatamente igual ao Truco Mineiro no que diz respeito à dinâmica do jogo e distribuição das cartas. Entretanto, a variação Paulista utiliza a forma de manilhas conhecida como Manilha Nova, onde não há cartas fixas, pois em cada mão é virada uma carta na mesa e a carta seguinte na sequência do truco serão as manilhas. No Mineiro há cartas fixas, pois o Zap é o 4 de Paus, o Copas é o 7 de Copas, o Espadilha é o Às de Espada e o Pica-Fumo é o 7 de Ouros. A uma outra variação igualmente importante, conhecida como Truco Gaúcho (ou Truco Gaudério).
No Truco Paulista, as manilhas fazem toda a diferença no momento de analisar quem está com as cartas mais fortes no jogo. Isso acontece porque elas mudam a cada rodada, de acordo com a carta virada, o que demanda muita atenção e agilidade de raciocínio por partes dos jogadores, para se adaptarem às mudanças na partida.
A dica mais importante para quem quer aprender como jogar Truco Paulista, é ficar atento ao vira, que é a carta que será virada para determinar as manilhas da rodada. É comum ver um jogador comemorar uma mão com 2 e 3, sem perceber que o vira foi um 4, por exemplo, fazendo com que a carta mais forte seja um 5. Não se confunda e utilize o vira a seu favor, deixando para “blefar” nos momentos certos, pois você poderá simular que tem alguma manilha mesmo sem ter nenhuma, principalmente quando o vira for uma carta muito baixa, fazendo com que o seu adversário fique com receio, ainda mais se ele possuir cartas médias e altas na mão.
TRUCO MINEIRO
Inicialmente, ele se assemelhava em muitos aspectos ao truco praticado atualmente, mas havia algumas diferenças. Por exemplo, se o jogador desse um tapa sobre o baralho antes de cortar, ele estaria indicando que somente uma carta deveria ser entregue para cada jogador. Além disso, se a primeira rodada empatasse, o jogador que a começou deveria iniciar a próxima e, em caso de vitória de alguém, o jogo estaria encerrado. Caso contrário, o mesmo jogador iniciaria a terceira e última rodada e, em caso de empate, o responsável pelo corte no baralho venceria a rodada. Se houvesse vencedor na primeira rodada, este levaria a vantagem em caso de empate na segunda ou terceira rodada. Outra característica peculiar era com relação a pontuação, pois a “mão” começava valendo 1 ponto, podendo aumentar para 2 ou 3 pontos. Pedindo “TRUC”, a rodada passaria a valer 2 pontos e “RETRUC”, 3 pontos. Porém, quem pedisse “TRUC”, não poderia pedir “RETRUC”, estabelecendo o máximo de 3 pontos para uma rodada.
Esta versão do jogo era muito praticada no começo, mas foi sendo substituída gradativamente pelo Truco Paulista (e suas variações), à medida que o jogo foi se popularizando pelo país, por conta do maior dinamismo. Entretanto, o Truco Mineiro vem comendo pelas beiradas, como um bom mineiro, e conquistando mais praticantes pouco a pouco, pois é possível observar um bom número de apaixonados em todo o país. No entanto, os jogadores mais detalhistas e estrategistas não gostam dessa variante, por considerarem que estimula a trapaça e não exige muita habilidade mental dos participantes por conta da utilização de manilhas fixas, o que favorece aqueles que gostam de esconder cartas.
Ao contrário do Truco Paulista, a manilha é pré-determinada na versão do Truco Mineiro e é chamada de Manilha Velha. Ao invés das manilhas serem determinadas no começo de cada mão, com o sorteio de uma carta (o chamado “vira”), elas são fixas na seguinte ordem (da menor para a maior): 7 de Ouros (Pica-Fumo) < Ás de Espadas (Espadilha) < 7 de Copas (Copas) < 4 de Paus (Zap).
Com relação à pontuação, ela pode seguir a linha adotada pela variação Paulista, onde a rodada pode valer 1, 3, 6, 9 ou 12 pontos e a mão de onze ocorre com 11 pontos, ou uma linha mais tradicional, onde a mão começa com 2 pontos e o primeiro truco aumenta o valor de 2 para 4, o segundo aumenta de 4 para 6, o terceiro aumenta de 6 para 10 e o último pedido possível na rodada aumenta de 10 para 12, sendo que a mão de onze ocorre com 10 pontos.
No Truco Mineiro, você deve ficar constantemente atento às trapaças durante o jogo, uma vez que a utilização de manilhas fixas permite que algum dos seus adversário esconda uma ou mais manilhas durante a preparação do maço ou em algum outro momento, uma vez que não há o “vira” e portanto não tem como a manilha mudar durante a partida. Se você perceber uma tentativa de roubo por parte do adversário, grite “TENTO” na mesma hora. Caso você prove o roubo, a sua dupla ganhará 3 pontos, caso contrário, perderá os mesmos 3 pontos. Como não há nenhum livro de regras oficiais, algumas pessoas costumam penalizar com 2 pontos o roubo. Em campeonatos, a dupla é sumariamente desclassificada.
A dica mais importante para quem quer aprender como jogar Truco Mineiro, é ficar atento a todos os movimentos do adversário e procurar evitar, se possível, as trapaças com as manilhas fixas. Observe sempre a frequência com que um determinado adversário sai com uma mesma manilha.
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